Por que poucos jogos de mecha permitem sair do cockpit? Desenvolvedores de Brigador Killers brincam que o recurso ‘adicionou cinco anos de desenvolvimento’
Os fãs de jogos de mecha sabem que existe algo especial quando o título permite descer da máquina gigante e caminhar a pé pelo cenário. Essa experiência torna tudo menos artificial e, principalmente, ressalta a escala verdadeira do seu robô em contraste com a perspectiva diminuta de um simples humano. Porém, esse recurso é raramente implementado na indústria.
A razão é clara: criar essa mecânica exige muito trabalho de desenvolvimento. Pessoas e mechas possuem tamanhos completamente diferentes, demandando sistemas complexos de interação ambiental. Além disso, equilibrar a diferença absurda entre resistência e poder de fogo entre um piloto desarmado e sua máquina de guerra é um desafio monumental.
Pouquíssimos títulos conseguiram implementar essa feature com sucesso. Titanfall foi pioneiro nessa abordagem, enquanto o ainda em desenvolvimento Psycho Patrol R também oferece essa possibilidade. Brigador Killers, próximo lançamento, prometeu entregar a mesma experiência imersiva. Alguns podem argumentar que Halo chega perto com seus veículos, mas vamos combinar: mecha significa pernas, e não rodas.
Em conversa recente com Hugh e Jack Monahan, designer chefe e artista de Brigador Killers respectivamente, os irmãos revelaram detalhes interessantes sobre como essa funcionalidade foi implementada. E aqui vem o ponto cômico: os desenvolvedores brincam que apenas esse recurso adicionou cinco anos ao tempo total de desenvolvimento do jogo.
A piada carrega mais verdade do que parece. Permitir que o jogador abandone o cockpit realmente multiplica a complexidade do projeto. É necessário redesenhar controles, ajustar câmeras, rebalancear dificuldade e criar novos tipos de interações com o mundo. Tudo isso explica por que a maioria dos estúdios prefere manter os pilotos presos em suas máquinas.
Apesar dos desafios, essa liberdade de movimento transforma a experiência gamer, oferecendo uma perspectiva única que poucos conseguem experimentar em games de mecha modernos.
Fonte: PC Gamer




