Will: Follow the Light – Um Puzzle Game Bonito que Perde o Ritmo na Exploração
Will: Follow the Light chega como uma proposta interessante no segmento de jogos de puzzles, trazendo uma narrativa que promete ser cinematográfica desde o início. Porém, após algumas horas de jogo, essa promessa inicial não se sustenta da forma esperada.
O título coloca você no controle de Will, um faroleiro responsável por manter funcionando um farol isolado em uma ilha constantemente tomada pela chuva e neblina. A premissa é envolvente: você precisa gerenciar as operações do local enquanto descobre os mistérios que cercam esse lugar sombrio.
Logo na abertura, o jogo nos coloca pilotando um barco à vela em meio a uma tempestade feroz. Apesar da situação parecer desesperadora, essa sequência inaugural estabelece bem o tom que o jogo tenta manter nos momentos iniciais. Tecnicamente, não é um tutorial formal, já que posteriormente, durante a segunda fase da história, você revive as memórias de Will e aprende organicamente como pilotar a embarcação.
O grande problema emerge quando você percebe que a narrativa, apesar de promissora, não sustenta o ritmo prometido. Os puzzles são bem construídos e oferecem bons desafios, exigindo raciocínio dos jogadores. Contudo, a exploração entre esses momentos-chave se torna repetitiva e vazia de propósito.
A exploração do ambiente deveria trazer mais imersão e revelações sobre a história de Will, mas acaba funcionando mais como preenchimento de tempo entre um puzzle e outro. Essa desconexão afeta o pacing geral da experiência, tornando sessões de jogo mais longas do que deveriam ser.
Will: Follow the Light é uma produção competente para fãs de quebra-cabeças que toleram um ritmo mais lento, mas não alcança o potencial cinematográfico que sua abertura promete. A narrativa que poderia ser épica acaba sendo apenas adequada.
Fonte: GameBlast




